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Depoimentos |
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Oceanos, memória
Cármen Quintão-Maio de 2005. |
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“... Das matrizes doadas por um mestre azulejeiro português, a pintora procurou extrair o máximo num incessante questionamento, postura natural de quem, através do artifício, visa o raro. E no processo que se segue, o esforço da construção sem afrouxar o fio, desafiando e estimulando Cármen a se confrontar com os próprios limites”.
... O azulejo deixou de ser lembrança epidêmica para se transformar sobre as telas em referências quase arquetípicas, aproximando ainda mais Cármen dos padrões estéticos que acompanham a própria historia da cultura artística brasileira naquilo que a mesma incorporou das terras portuguesas e de seus outros mares...”
(Trechos extraídos do texto de Marcos Hill – Professor de Belas Artes da UFMG, historiador e Curador).
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Memorial Tropicalista
O sabor das pinturas de Carmem Quintão está na leveza das cores, nas formas redondas, na composição que se expande. Como descrever esta pintura que tem a consciência num passado recente? As associações e títulos nos remetem ao antropofagismo de olhares, cheiros, cores.
Pois, assim colorida, ela nos conta a civilização da natureza, nosso lugar histórico, aquilo que é válido para além dos tempos.
(Trechos extraídos do texto de Sebastião Miguel. Artista Plástico, Professor Pintura Escola Guignard - UEMG).
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Depois das paisagens
Aproximando das pinturas recentes de Carmem Quintão, deparamo-nos com transparências que criam atmosferas interrogativas no tempo. A rara luminosidade tem desdobramentos prismáticos, fluidez, silêncios, gestos, cores densas.
O real assim recapturado nos fala de lembranças, memórias, com que a artista sabiamente se espelhou numa carta de Freud: “... a memória não se faz presente de uma só vez, mas se desdobra em vários tempos...”
(Trechos extraídos do texto de Sebastião Miguel. Artista Plástico. Professor Escola Guignard - UEMG). |
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Jornal Diário da Tarde – Minas Gerais – Brasil
Abordando a temática da memória e seus desdobramentos em vários tempos, a artista plástica Carmem Quintão, inaugura hoje uma exposição de telas na Galeria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo a artista, a exposição é resultado de suas memórias afetivas e ancestrais.
Jornal Minas Gerais – Brasil
Carmem Quintão
expõe na Galeria do TJ A pintura ganhou uma vibração nova onde a matéria colorida nos aproxima de aquarelas táteis com aprimoramento conceitual e transformações cromáticas em equilíbrio com suas composições. O real assim recapturado nos afla de lembranças, memórias, com que a artista se espelhou numa frase de Freud: “... a memória não se faz presente de uma só vez, mas se desdobra em vários tempos...”. Assim o artista plástico e professor da Escola Guignard, Sebastião Miguel, refere-se à obra da artista. Segundo Carmem Quintão, esta exposição é o resultado de suas memórias afetivas e ancestrais. A artista lembra que as artes plásticas sempre tiveram um significado especial para ela: “Decidi dedicar-me às artes em razão de um desejo que cultivei ao longo de toda a minha vida. Vejo nos meus trabalhos uma caminhada de conhecimento e reconhecimento.”
Jornal Gazeta Mercantil – Minas Gerais – Brasil Azulejaria
A artista plástica Carmem Quintão apresenta “Oceanos-Memórias” na galeria do Pic Cidade, em Belo Horizonte. Os trabalhos têm como referência a azulejaria portuguesa dos séculos 16 e 17 e a influência moura ou flamenga. |